Meço
Meço meu maço de palavras
Duzias
E digo as duvidas de vida
Reduzo
Ao extremo
Descortino-me em novas propriedades
Exibo
As medidas incontáveis
Detestáveis para alguns
E arrebento mesuras
E digo
Meu Deus, me "mida"
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
domingo, 30 de novembro de 2008
"Ele lhe mostrou uma chave presa numa placa de madeira em que havia um número seis escrito em vermelho."
Même para vocês!
Original
"Règles:
* Attrapez le livre le plus près de vous. Maintenant.
* Allez à la page 56.
* Trouvez la 5e phrase.
* Écrivez cette phrase dans votre statut.
* Copiez ces instructions en commentaire à votre phrase.
* Ne cherchez pas votre livre préféré ou le plus cool mais bien le plus proche"
Tradução (mal feita, mas ainda sim, válida)
Regras:
* Pegue o livro mais perto de você agora.
* Vá até a página 56.
* Encontre a 5ªfrase.
* Escreva essa frase no seu blog (e nos meus comentários também, ora bolas)
* Copie essas instruções no comentário a sua frase (no seu blog, se você estiver a fim de passar o même adiante, claro!)
* Não procure seu livro preferido, nem o mais legal que você tem em casa. Pegue o que está realmente mais próximo de você nesse momento.
Frase do meu livro:
"Ele lhe mostrou uma chave presa numa placa de madeira em que havia um número seis escrito em vermelho."
*Na verdade, o livro mais próximo de mim era 'A arte de amar' do Ovídio, mas a pg 56 está em branco (troca de capítulos =/ ...), então, tive de pegar o debaixo desse. Assim reencontrei o Kundera que estava esquecido aqui na bagunça do meu quarto...
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Cópia?! (parte II*)
.....Entendo que a criação literária possa despertar inveja nos demais. Afinal, criar um mundo ou recontá-lo através de suas palavras, causar o riso ou a comoção alheia, colher os louros por seu talento são coisas que fascinam a grande parte dos seres humanos. Isso ocorre por alguns motivos bem simples: A beleza física, por exemplo, é algo temerário e discutível. Com o tempo, um rostinho bonito e um corpinho sarado perdem seu valor. O dinheiro é um recurso que nem sempre é bem administrado e pode esvair-se nas mãos de quem não sabe cuidá-lo. Inteligência, por sua vez, é o único atrativo que uma pessoa carregará consigo pela vida inteira.
.....Imagine como deve ser bem quista uma pessoa capaz de provocar o riso com uma crônica bem elaborada e como se torna sedutor um poeta capaz das mais belas imagens e dos mais refinados versos? Imagine você quantos desejam esse dom?! Eu mesma sou amante da boa escrita. Não daquela que demonstra nosso domínio da gramática, mas de uma obra que me toca por algum motivo. Também sonho com uma glória literária que jamais alcançarei, visto que não tenho talento e, por mais que tenha estudado os clássicos, reconheço que estou bem aquém dessa literatura que tanto aprecio.
.....O que me preocupa agora não é o fato de não ter talento. Com isso já estou conformada. O que me preocupa, aliás, me corrói os nervos nesse momento é perceber que as pessoas não se conformam de não serem tão talentosas como as outras e cometem os atos mais vis para receber meia dúzia de elogios que nunca as pertencerão de fato. Falo aqui mais uma vez de uma prática desonesta denominada cópia.
.....Faz pouco tempo que li esses textos aqui em baixo:
IGUAL: http://sunflowerrecords.blogspot.com/2008/07/post-velho-blogue-novo.html
versus: http://doceintolerancia.blogspot.com/2008/09/sobre-o-quando-minha-cadela-me-choca.html
PARECIDO: http://sunflowerrecords.blogspot.com/2008/04/na-amizade-no-cinismo-e-na-doena.html
.....Não sei nem o que pensar. Se tenho pena da *‘copiona’ ou da *‘copiada’ - sim, porque a copiada fica sem os créditos e sem os elogios devidos a sua produção e a ‘copiona’ me causa ainda mais pena pois nunca chegará aos pés daquela que copia se não passar a criar em vez de tomar o alheio como seu e viverá para o resto de seus dias sabendo que é uma farsa completa, digna de escárnio e repulsa. Mais uma vez me peguei sem saber se rio ou se choro.
.....Ser copiada talvez seja a prova cabal de que você produz algo interessante – você não é mais um medíocre, você é agora um escritor lido, comentado e copiado, ou melhor, digno de ser “repassado”. Ser copiado te priva de receber o feedback do leitor e de alimentar o seu ego – o que eu costumava fazer quando lia os comentários aos textos que publiquei neste blog *. Ser copiado também te faz pensar em como o ser humano é capaz de agir para obter um simples elogio (por que em muitos casos uma cópia rende apenas isso) e como o mundo a nossa volta pode ser medíocre: na falta de inspiração, usa-se o talento do outro para parecer menos imbecil ante a sociedade hipócrita em que vivemos. Tem dado certo para algumas pessoas...
.....Acho que usar uma obra alheia sem dar o devido crédito ao autor é, no mínimo, uma prova de parca inteligência. No caso dos textos linkados acima é ainda mais idiota. Algum dia perceberão que a suposta autora é uma farsa ou que 'inspirou-se' em outrem para construir o seu. Não há nada demais em inspirar-se verdadeiramente no outro para sua criação. A ciência, por exemplo, depende disso. Só acho o cúmulo as pessoas esquecerem de onde surgiu todo o conhecimento de que se utilizam para escrever, compor, criar, etc, etc...
*Sim, tenho um EGO do tamanho de um mundo e escrevo para ser comentada! Elogios e críticas são bem vindos. Se eu não os quisesse, escreveria no meu diário particular e manteria os textos inéditos.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
C'est l'amour?!
....Amo! 
....Não sei mais o que pensar. Não sei mais como agir, o que sentir, nem o que querer. Já não sou mais o que era antes, mas tão pouco sei o que sou agora... Sei que mudei.
....Amo?!
....Não sei, achei que fosse amor...
Il me manque beaucoup...
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Hipóxia
Saiu de casa atordoada, buscando nos carros e anúncios da cidade uma anestesia para sua dor. Estivera cansada daquele ar carregado, tãopavorosamente intenso, que ocluia desde os alvéolos pulmonares até as veias do dedão do pé. Sentia todo o corpo formigar e já não sentia as extremidades. Tomou o primeiro ônibus que a levasse pra longe. Quanto mais corria deixando pra trás sinais e túneis, mais tinha a sensação de que todo o resto ficara pra trás também. Resto. Era isto que ela era... um resto. Não satisfeita, era um restobagunçado . Um lixo remexido por vira latas famintos em busca de um simples pedaço de carne, quem sabe, alguma proteína nobre. Não... Simples ilusão. Nada de nobre restou. A podridão já havia tomado conta. As moscas recusavam aquele lixo.
O cheiro da maresia adentrou o veículo, fazendo-a perceber que estava na avenida litorânea. Decidiu subitamente descer e meio minuto depois estava com os pésnus na areia fofa e branca. Olhava para o horizonte quando concluiu que era apenas uma pequena partícula de uma grande molécula. Ela queria entender porque o mar conseguia manter um ritmo tão perfeito e simples, sendo tão vasto e imenso. Foi então que no ímpeto de uma pseudovida , resolveu fazer parte desta organização. Conforme ia entrando no mar, sentia o sal adentrar os poros, lavando primeiramente o corpo chegando até a alma. A água gelada fazia com que seus vasos se dilatassem e isto a deixava muito calma. A cada onda se sentia mais limpa, purificada e dado algumas horas estava tãolímpida que já não era possível vê-la. Tornou-se transparente no mesmo instante em que compreendeu seu sentido na imensidão...
quarta-feira, 30 de julho de 2008
segunda-feira, 17 de março de 2008
Cópia?!?
http://www.copyscape.com/view.php?o=32993&u=http%3A%2F%2Fwww.cadernor.com.br%2Fmulher%2Findex.php%3Foption%3Dcom_content%26task%3Dview%26id%3D206%26Itemid%3D43&t=1205800716&s=http%3A%2F%2Ffaltadeinspiracao.blogspot.com%2F&w=23&c=
http://www.cadernor.com.br/mulher/index.php?option=com_content&task=view&id=207&Itemid=43
Quem quiser usar conteúdo do blog, peça autorização via e-mail ou deixe um contato nos comentários relacionados ao texto que se quer copiar. Susto a parte, saber q os textos daqui foram escolhidos é muito bom! Faz bem ao ego. Mas para prevenir novos sustos, prefiro que, de agora em diante, me peçam cópia daquilo que quiserem utilizar. Mando por e-mail a quem interessar. É melhor assim.
O meu e-mail para contato é rackeldpj@gmail.com. Se o texto não for minha criação, passarei o contato para o autor em questão.
Grata,
Rackel
quarta-feira, 12 de março de 2008
Espólio
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Crise dos 30 anos
...Na mão direita havia certo veneno para matar ratos. Ele olhava... examinava bem a embalagem e se perguntava quanto daquilo seria necessário para pôr fim a sua existência.
mesmo conseguia se colocar de pé, quanto mais administrar a dosagem correta para o suicídio indolor – e a dor era uma grande preocupação dele, sempre foi. Ele não queria mais dor! Sua cabeça girava... e pesava...
Acabou dormindo em razão da vasta quantidade de álcool em seu sangue – destilados deixavam-lhe com muito sono.
(...)
...Seus dias iam passando e ele só na rotina ‘casa > trabalho > pós > casa’... nada de novo ocorria e a solidão continuava corroendo seu peito. Anos se passavam... e o tempo passava rapidamente, porém ele ainda não havia conseguido fazer daquele o seu novo habitat. Parecia um peixe fora d’água naquela metrópole cheia de gente, mas sem ninguém pra desabafar ou mesmo divagar sobre qualquer trivialidade. Não tinha alguém pra conversar...

...E pensava: ‘Aquilo tinha sentido?! Tinha!’. Ele saiu de sua cidade em busca de um sonho e com a promessa de que tudo ia melhorar - ele tinha de mandar dinheiro para a mãe em casa e provar que tudo poderia ser diferente!
...Acordou. Era uma manhã tão clara e tão calma a daquele dia. Ele acordou com certa preguiça de levantar... olhou para o criado-mudo e viu o relógio: Era hora!
...Nem a chuva e nem o choro do dia anterior haviam lavado sua alma. A manhã estava clara e o céu absolutamente límpido... extremo oposto do que acontecia em sua alma.
...Levantou e foi se lavar. Ao chegar defronte ao espelho, mirou-se bem nele. Não havia nada de diferente, mas ele não sentia-se bem. Fitou-se por um tempo, tentando descobrir alguma coisa sobre si mesmo... e NADA! Estava em crise.
...Passando pela sala do flat modernamente mobiliado, olhava como se nada daquilo o pertencesse, como se tivesse nojo dos objetos ali prostrados. Na mesa, vários cartões que chegaram pelo correio. Do dentista que ele não ia há mais de um ano, do clínico geral, da loja de sapatos, da charutaria, do clube automobilístico que tentara freqüentar, do banco onde era cliente... tanta coisa... tanto lugar, tanta gente que ele não via há muito! Entretanto, não havia mensagem alguma daqueles com quem ele lidava diariamente, dos ‘amigos de longa data’, da pseudo-namorada que ele só via uma vez ao mês... desses, nem sombra! E ele ponderava: ‘onde foram todos?!’
...O fato é que não havia esse ‘todos’ de quem ele falava. De amigos, ele só tivera dois, na época da escola. Só que a vida atribulada que levava não permitia que ele dispensasse alguns minutos de seu precioso tempo para dar certa atenção que merecem as amizades.
...A namorada era algo conseguido a muito custo, ainda na cidade natal. Ele era tímido e mal conseguiu balbuciar seu interesse pela moça. Sorte que ela era bastante compreensiva... Compreensiva mas não tola! Ficara lecionando na serra e por isso, ele não a via com tanta freqüência. Foram anos de espera e ela não mais sentia-se valorizada. Consequentemente, a moça desistiu de tal relacionamento. Só ele que ainda não percebeu sua ausência. Na verdade, ele está percebendo... aos poucos, ele está reparando que não lhe sobrou mais nada.
...Essa é a razão de seu desespero... ele está sem chão. Ele não tinha mais amigos, não tinha mais hobbies, nem mulheres. Ele tinha uma pós-graduação para terminar e uma empresa para chefiar! Era dos funcionários mais novos e com um dos mais altos cargos. Era temido e idolatrado. Isso fazia com que ninguém chegasse nele e ele, como acanhado que era, tão pouco chegava em alguém. O tempo passava e ele continuava só.
(...)
...Olhou o vidro em cima da mesa... observava atentamente o rótulo. Uma caveira negra e uns escritos de ‘perigo’, ‘cuidado ao manusear’, etc saltavam aos olhos... era algo que prometia eliminar ratos. Que coincidência, porque ele mesmo achava um rato quem foge das suas responsabilidades. Mas aquela fuga era inevitável... olhava o vidro... ponderava novamente a quantidade necessária para o fim daquilo tudo....Hoje era um dia atípico. Não era a dor-de-cabeça proveniente de uma baita ressaca que tornava tudo tão diferente dos outros dias - aliás, para ele era muito estranho pensar em morrer assim num dia tão bonito. Ele, entretanto, estava agora sóbrio e a mesma idéia da noite ébria lhe perpassava a mente. E ele se surpreendia por ter agora uma coragem que nunca antes pensara possível para si mesmo. O tempo passava, ele envelhecia e permanecia sozinho.
...Pegou um copo d’água. Nem precisava, já que o veneno dava para ser engolido sem isso... mas era só para dar uma ajuda, caso ele desistisse 'tarde demais'. Olhava aquele vidrinho feio em cima da mesa... várias coisas se passavam em sua cabeça. Várias memórias...
...“-- Alô?!
...-- Filho?!
...-- Sim?!
...-- Meu querido! Que você tenha muita paz, muita saúde, amor e sucesso nesse dia tão especial! Ah, 30 anos... que beleza, meu filho!
...-- Obrigada, mas...
...(Interrompe a mãe) – Seu pai, que Deus o tenha, deve estar muito orgulhoso de você! Eu te amo muito, viu?!”
...Ele solta um sorriso abafado do outro lado da linha... lágrimas de felicidade jorram em seu rosto.
...“-- Pena que não posso ficar muito tempo no telefone, porque é interurbano! Nos falamos melhor quando eu puder ir à cidade te visitar, sim?!
...-- Tudo bem... obrigado por ter lembrado, mãe. Foi bom a sra. ter ligado!
...-- Um beijo meu garoto, te cuida viu!
...-- Beijo, mãe.” ..
...Bom, tudo o que ele precisava era de alguém pra falar, conversar... tudo o que ele queria era alguém que se lembrasse, alguém que se importasse... e ela se importava. Já era o bastante. Agora ele entendia porque o suposto dia da sua morte estava tão bonito...
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Chove torrencialmente dentro de mim
dos beijos que jamais esqueci. Não vejo temor no céu cinzento e obscuro. 
